O futuro do jornal

outubro 14, 2009 at 8:08 pm 2 comentários

Sempre quando começo um post, procuro pesquisas na internet o que vem sendo falado sobre o tema que proponho.

Dessa fez, irei falar de dados e dos meus sentimentos referente a era pós-jornal.

Antes de começar, encontrei uma reportagem bastante interessante de Ethevaldo Siqueira (Clique aqui para acessar o site).

Segundo ele, “As novas gerações quase não lêem jornais. A tiragem mundial dos periódicos cai continuamente há mais de 20 anos. É possível que, antes de 2030, a maioria dos jornais já tenha migrado para a internet. No futuro, toda informação tende a ser eletrônica ou virtual. O período de transição, que já começamos a viver, deverá ser conturbado sob todos os aspectos.”

Parei, li e reli esse parágrafo. Será esse o futuro do jornalismo? Bem, eu particularmente não gosto de ler jornais. Prefiro assisti-los, ler revistas e ler jornais online. Acho ruim de manuseá-los e carregá-los. Mas essa é apenas minha opinião.

Resolvi então, observar o comportamento do resto dos brasileiros. E eis o achado:

 tendencia

Fonte: Google Trends

Há uma enorme tendência de pessoas procurarem por notícias online.

Além disso, o site da UOL é o quinto mais visto no Brasil.

As pessoas que acessam o site da Folha, também acessam o site da UOL, Google, Orkut, Enfoque, etc. Conforme apresentado na tabela abaixo:

 folha de sp
Fonte: Alexa

Os jornais, como muitos outros mercados, estão desafiados pelo mercado aberto de informação na internet.

O Google e a internet criaram mais modelos para se ganhar dinheiro utilizando uma porta lateral. Comprovo isso, afirmando que a grande parte dos serviços que utilizamos do Google, é de graça.

Explicando melhor, o Google não deseja possuir o conteúdo que busca; ele quer que o conhecimento seja gratuito online, para que ele possa organizar mais conteúdo. Assim, através de um número surreal de fluxos de pessoas, ele pode ganhar dinheiro com a propaganda.  Ou seja, o produto do Google é uma ferramenta de busca, porém a empresa ganha dinheiro através de uma porta lateral: a propaganda.

Assim, a idéia Google para as indústrias de jornais, é a mais simples possível: pegue todos os seus conteúdos – pelos quais os leitores pagam – e coloque-os online de graça. A busca do Google, por sua vez, irá enviar muito tráfego para os artigos e, as empresas poderão colocar links de patrocinadores, anunciantes e as próprias propagandas do Google na página digital.

Uma vez online, os sites de jornais encontrarão o que se pode entender por concorrentes ou parceiros, dependendo do ponto de vista. Eles são “blogueiros”,  “twitteiros”, “orkuteiros”, etc. São pessoas não necessariamente formadas em jornalismo, mas que opinam e relatam de maneira rápida e eficaz.

Se optarem por encarar como inimigos, provavelmente os seus sites não contarão com links de indicações, logo, não gerará fluxo suficiente para ficar na página 1 do Google. Agora, se os encararem  como parceiros, esse blogueiros  podem oferecer ajuda. No caso de jornais, isso pode significar solicitar ajuda do público para terminar reportagens, recrutar e mobilizar o público para enviar reportagens, colocá-los no negócio. Os jornais podem oferecer aos colaboradores matéria-prima para criar produtos – reportagens para comentar, vídeos para remixar, tarefas para cumprir. Assim, os jornais podem obter notícias e informações que não poderiam adquirir sozinhos com custos baixos e riscos menores, e se tornam maiores que eles mesmos.

Claro que ninguém trabalha de graça. Os “blogueiros” precisam também de dinheiro para sustentar o que fazem. Dessa maneira, tanto o jornal quanto o blog parceiro, poderiam, por exemplo, vender anúncios. Ou o jornal poderia patrocinar esse blog com alguma ajuda vinda das propagandas.

A receita online não acompanha a receita impressa, à medida que os leitores se mudam para internet, os dinheiros das bancas de jornal desaparecem.

Pense no custo para se fazer um jornal.  São milhares de árvores mortas, oxigênios perdido, caminhões que bebem gasolina espalhando poluição para distribuir os jornais. São grandes máquinas que consomem energia, resíduos para reciclar e petróleo para fazer tintas.

Um jornal não é mais uma prensa que imprime dinheiro. O Jornal 2.0 deve funcionar em conjunto e com o apoio de grupos de “blogueiros”, empreendedores, cidadãos e comunidades que se reúnem e compartilham notícias em tempo real.

Se os jornais vão morrer de vez? Não sei. Mas a demanda por notícia não vai desaparecer, muito pelo contrario, esta aumentando cada vez mais.

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2 Comentários Add your own

  • 1. Ben Oliveira  |  outubro 15, 2009 às 1:20 am

    Muito bom teu post!
    Estou lendo um livro chamado Jornalismo 2.0, do autor Mark Briggs. Parece ser muito interessante.
    Quanto ao Ethevaldo, fui a uma palestra dele e achei ótima. A palestra era sobre: “O papel da mídia na sociedade de conhecimento”.

    Responder
  • 2. Gustavo Grandino Gobbi  |  outubro 16, 2009 às 2:44 am

    o fututo dos jornais está realmente na internet, camila. muitos deles já cobram para que o seu material possa ser acessado (caso da Folha) e acredito que essa tendencia só irá aumentar. é muito mais fácil ligar o computador e ler as noticias do que sair de casa e ir até banca para comprar um jornal.

    Responder

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