O que realmente importa sobre o comércio eletrônico

novembro 17, 2009 at 1:21 am 1 comentário

Acredito que a maioria de nós tenha consciência que e-commerce é um mercado em crescimento. Apesar disso, muitas empresas ainda não entraram nesse mercado, e algumas que já entraram, simplesmente seguiram a tendência global, sem saber direcionar (ou para quem exatamente direcionar) suas lojas virtuais.

Analisando melhor todos os dados abaixo, é possível verificar se a atividade da sua empresa demanda uma loja virtual efetivamente ou entender as necessidades do mercado e se antecipar aos desejos dos clientes.

Pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da internet no Brasil:

Entre os indivíduos que já acessaram a Internet, 13% declararam ter comprado produtos ou serviços nos últimos 12 meses, através de portais de compra, consi­derando o total do país. Na área urbana, a proporção de indivíduos que já realizaram compras pela Internet é a mesma, porém, na área rural, apenas 5% dos internautas brasileiros realizaram atividades de compra pela Internet, revelando que o comércio eletrônico ainda é incipiente nessas regiões do país.

A proporção de pessoas que já acessaram a Internet para realizar pesquisa de preços é bem mais significati­va se comparada com a proporção daqueles que já com­praram efetivamente através da rede. Para o total Brasil, 44% dos entrevistados declararam ter buscado se infor­mar sobre preços de mercadorias e serviços pela web.

O uso de portais de compra na Internet como fer­ramenta de comércio eletrônico aumenta entre os usuários de renda mais elevada, e, conseqüentemente, de classe e escolaridade mais altas – as variáveis demo­gráficas, assim como observado na relação com todas as TICs, apontam diferenças significativas quanto à realiza­ção das atividades de comércio eletrônico.

A maior proporção daqueles que compraram produ­tos e serviços verifica-se na Região Sudeste (15%), entre aqueles que têm nível superior (29%), os mais velhos (20% daqueles com 45 anos ou mais) e as pessoas com rendas mais altas e pertencentes às classes sociais mais elevadas (38% dos que recebem dez ou mais salários mínimos e 43% dos indivíduos da classe A).

Considerando os mais jovens, entre 16 e 24 anos, o índice é de, aproximadamente, 12%, e, na classe C, somente 8%. Nas classes D e E, e nas faixas de renda até dois salários mínimos, o comércio eletrônico é prati­camente inexistente.

A parcela dos entrevistados que relataram nunca ter adquirido produtos pela Internet apresenta justificativas diversas. A razão mais citada em 2008 foi a preferência por comprar pessoalmente (56%), assim como em 2007.

Essa estabilidade pode confirmar o que já foi identificado no estudo anterior: a principal barreira para o comércio eletrônico no país relaciona-se ao hábito de compra do brasileiro, ou seja, uma barreira cultural. Ainda têm for­ça as menções relacionadas com a falta de confiança na Internet, visto que 28% citam a preocupação em forne­cer informações pela rede. Isso se deve, provavelmen­te, ao crescente número de incidentes de segurança e fraudes que são identificados no módulo de seguran­ça na rede nas declarações dos internautas.

Quanto a pesquisa de preços, 44% dos entrevistados dizem realizar a pesquisa via internet. A maior parte dos pesquisadores são homens, com idade entre 25-34 anos, classe A e B.

Os resultados da série histórica de comércio eletrônico confirmam que, de maneira geral, há estabilidade tanto no resultados de realização de pesquisa de preços pela Internet (46% em 2008 contra 45% em 2007), como no resultado daqueles que efetivamente realizaram algu­ma compra pela rede nos últimos 12 meses (número que permaneceu em 13% nos últimos dois anos).

Entre as etapas que envolvem um processo de com­pra, a comparação de preços é sabidamente um impor­tante instrumento utilizado pelo consumidor. É essencial destacarmos que o uso da Internet para a realização des­sa atividade já está consolidado no país. Além de atingir quase metade da população brasileira, na classe B 62% o fizeram e, na classe A, cerca de 80% das pessoas que já utilizaram a Internet declararam fazer pesquisa de pre­ços pela rede, indicando que nas camadas da população mais elevadas a compra é quase sempre precedida da consulta de preços pela Internet.

Entretanto, a finalização da compra depende de vários outros aspectos, como confiança no sistema, dis­ponibilidade de entrega na região do usuário e, princi­palmente, o fato de que estar presente no momento da compra é um hábito bastante arraigado no consumidor brasileiro. Se analisarmos a evolução dos internautas que efetivamente compraram pela rede nos últimos 12 meses, observamos que a faixa entre três e cinco salá­rios mínimos é a única que apresenta crescimento efeti­vo no período, passando de 8% em 2006 para 11% em 2007 e chegando a 15% em 2008. É possível que essa faixa tenha sido impulsionada pela maior disponibilidade de crédito observada na última década no país.

Outro importante fator, e que nos ajuda a compreen­der a estabilidade nas faixas mais baixas de renda, está relacionado às formas de pagamento utilizadas por aque­les que compraram pela Internet: 61% das pessoas em áreas urbanas declararam ter utilizado o cartão de crédito para pagar suas compras via web, um aumento de 14 pon­tos percentuais em relação aos 47% registrados em 2005. O boleto bancário, segundo colocado, foi identificado como forma de pagamento por 36% dos que compraram pela rede nos últimos 12 meses. Note-se que o paga­mento realizado via boleto não oferece a mesma prati­cidade se comparado do uso dos cartões de crédito, e observa-se que, quanto maior a faixa de renda, maior é a proporção de pessoas que utilizam os cartões para suas compras e menor a proporção de uso do boleto bancário. Para termos uma idéia, 75% daqueles que têm renda de dez ou mais salários mínimos usaram cartão de crédito para pagar suas compras na Internet e somente 26% uti­lizaram boleto bancário.

O perfil do usuário de comércio eletrônico se mante­ve semelhante ao da medição anterior e também está ali­nhado com o perfil do internauta que busca informações sobre preços na web. É importante observar que o mer­cado apresenta números que mostram o crescimento do comércio eletrônico no Brasil. Entretanto, o aumento em número absoluto de compradores registrado pela pesqui­sa (em 2008, 120 mil pessoas a mais declararm realizar alguma compra pela Internet, em comparação a 2007) pode ser responsável pelo crescimento do volume de transações na rede. Além disso, ao ganhar confiança em que o sistema funciona, é provável que os usuários de comércio eletrônico passem a aumentar o gasto com as categorias já conhecidas ou experimentem novas cate­gorias de compras. Assim, outra hipótese para este cres­cimento é que o valor médio gasto nas compras tenha aumentado ao longo do tempo.

Mais uma vez, a pesquisa identificou que a pro­porção de pessoas que tiveram problemas ao adqui­rir produtos pela rede é baixa. Do total de internautas que adquiriram produtos e serviços via Internet, somen­te 8% declararam ter experimentado algum tipo de pro­blema no processo, como, por exemplo, tempo de entre­ga maior que o indicado ou entrega de produto avariado.

Essa proporção se mostra estável em relação ao dado de 2006 (9%) e menor que o dado de 2007 (10%). Isso sugere que a infra-estrutura disponível para a realização do comércio eletrônico (sistemas de pagamento, logísti­ca de entrega, catálogos de produtos disponíveis) não é uma barreira para a realização de compras pela rede.

O ranking de produtos mais comprados pelos usuá­rios de comércio eletrônico se manteve na mesma ordem e com proporções similares aos resultados auferidos em 2007. Os produtos que se mantiveram à frente na lista dos mais vendidos foram os equipamentos eletrônicos, que englobam câmeras fotográficas, aparelhos de DVD, entre outros. A categoria de roupas, calçados, materiais esportivos e acessórios apresenta um pequeno cresci­mento. Já a categoria de filmes, música, toques musicais para celular reverte a tendência de queda e cresce dois pontos percentuais em 2008.

Divulgue:

Add to FacebookAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Yahoo BuzzAdd to Newsvine

Entry filed under: Business, Comportamento. Tags: , , , , , .

Quem são os consumidores online? Os destinos mais populares do final do ano

1 Comentário Add your own

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Total de visitas desde 25/set/09

  • 139,219 hits

Receba por email aviso sobre novo post!

Compartilhe!

Add to FacebookAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Yahoo BuzzAdd to Newsvine

Parceiros

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui! LinkLog

%d blogueiros gostam disto: